Eu estaria enlouquecida. Teria de ser algo simples, em casa mesmo, por mais que merecesse uma festa grandiosa. A imaturidade da Rubi tinha que ser respeitada. Ainda assim teria bolo e balões em cores azul e vermelho, eu o vestiria com uma fantasia bem bonita, já estava nos meus planos mais remotos o Capitão América. Mas essa não é a minha história, nem vai ser.
Faz frio neste quinze de agosto, o segundo que passo sem teu cheiro. Seu aniversário não é a comemoração de seu crescimento mas a lembrança de a quanto tempo estive bem perto de você. Ó pedaço arrancado de mim, ainda dói tanto. Eu pareço forte, na real sou um poço de insegurança que chora por você ao mesmo que clama piedade divina. Eu preciso ser forte mas ainda tenho um coração e memórias e cada ano - por mais que eu me esforce em sorrir e agradecer pelo tempo em que foi meu - sua ausência vai me consumir.
Faz frio. Muito frio. De deixar o nariz gelado e se vestir em camadas de roupa. Deitada, velo o sono de Rubi. Não a deixo dormir um sono profundo. Beijo, abraço, troco de lado e falo sem parar. Eu estive um tanto sozinha, é bom ter ela como companhia. Mas sempre vou fantasiar a vida que eu queria ter. Com meus dois filhos. Não há vazio maior do que aquele que não pode ser preenchido. É como disse outro dia, "ser mãe é fazer chover no deserto".
Se eu tivesse que dizer algo para quem vive a mesma situação, seria:
Chore, nobre mãe. Alivia teu coração. Chore bravamente e deixa esse receio de lado. Jogue fora o que é excesso para o que foi bom ser lembrado outra vez. Repense sua história. Uma, duas, dez vezes. Lembre o porquê e como chegou até aqui. Perceba o quão valioso teu aprendizado é. Não abaixe a cabeça, não sinta pena de si mesma. Acredite em algo, tenha fé, tenha pelo quê viver e ser melhor. Toda essa história de que um filho não substitui o outro é verdade, ao contrário disso, as lembranças doloridas ficam ainda mais pertinentes. Mas você quis ser mãe. E sempre será. Filhos são bons fardos que escolhemos nos doar por inteira. Cada pessoa tem uma história aqui, respeite a de seu filho e aceite a sua.
Se eu tivesse que dizer algo para quem vive a mesma situação, seria:
Chore, nobre mãe. Alivia teu coração. Chore bravamente e deixa esse receio de lado. Jogue fora o que é excesso para o que foi bom ser lembrado outra vez. Repense sua história. Uma, duas, dez vezes. Lembre o porquê e como chegou até aqui. Perceba o quão valioso teu aprendizado é. Não abaixe a cabeça, não sinta pena de si mesma. Acredite em algo, tenha fé, tenha pelo quê viver e ser melhor. Toda essa história de que um filho não substitui o outro é verdade, ao contrário disso, as lembranças doloridas ficam ainda mais pertinentes. Mas você quis ser mãe. E sempre será. Filhos são bons fardos que escolhemos nos doar por inteira. Cada pessoa tem uma história aqui, respeite a de seu filho e aceite a sua.
Neste quinze de agosto eu tenho muito do que me orgulhar; ver o quanto cresci como pessoa, mulher e mãe. Aprendi tanto com Benício e aprendo a cada dia com a Rubi. Entretanto aprendi principalmente comigo e descobri que posso enfrentar o que for preciso. Por isso digo que vim a este mundo para ser reprodutora, deixo meus filhos livres para viverem o seu destino e só peço a Deus sabedoria para lidar com cada adversidade da vida.
Feliz quinze de agosto, feliz dia da gestante, feliz 2 anos que sou mãe.
Feliz quinze de agosto, feliz dia da gestante, feliz 2 anos que sou mãe.

E o Relicário voltou com todo o vapor! :D






