
Pra ser sincera, eu não estava preocupada se geraria um menino ou uma menina e ouvir pessoas me perguntando isso repetidas vezes ao decorrer de dias, semanas e meses, causou uma exaustão do tipo, "será que eu tenho mesmo que saber de tudo?". Talvez porque ainda não perceberam que sou intempestiva. Não gosto de ser pressionada, não gosto de opinião alheia. Mas, tanto questionamento me instigou. Foi após uma ultra com quatro meses de gestação que decidi fazer a sexagem fetal. Muitos podem pensar que por ser um exame relativamente caro era desnecessário a essa altura, mas quando o médico disse que dificilmente me daria uma certeza tão logo, resolvi fazê-lo.
É um exame bem simples (como já citei aqui no blog). Não é realizado pelo SUS ou plano de saúde, custa em média de R$300 a R$600. O resultado sai a partir de dois dias úteis, mas isso varia conforme o laboratório escolhido. Só pode ser realizado a partir de 8 semanas, quando já é possível detectar com precisão - antes disso, obviamente terá resultado feminino por causa do DNA da gestante. Não é necessário jejum. Há restrição para pacientes transplantados e/ou que receberam transfusão sanguínea (nesse caso, deve-se ter passado mais de 12 meses).
Fiz o exame poucos dias antes da viagem - já agendada - para o enxoval em Buenos Aires (Argentina). Escolhi o Bronstein por ser o único laboratório que me garantiu um resultado mais rápido. Porém, logo após a colheita de sangue, a enfermeira me entregou um papel dizendo que seriam 7 dias úteis. Surtei! Fazer enxoval unissex é complicado demais, fora que, as roupinhas já definidas para ambos os sexos são irresistíveis. Mas como sempre digo: o pensamento positivo transforma tudo. Mentalizei que seriam os exatos dois dias, e foi.
O nome, já definido, não tem uma explicação muito linda, sabe. Vamos comparar... quando Barrili escolheu Benício, estávamos num calor de matar, ia ser na praia da Barra que uma moda ia lançar (relembrando a música atoladinha hit de alguns anos atrás rs). Barrili comprou um côco (e só estou colocando o acento pra ninguém ler cocô) verde. Me entregou. Alisou minha micro barriguinha que naquela época ainda tinha alguma definição - ê saudades daquele tempo - e disse: É um menino, é o Benício. Primeiramente eu não disse nada, até então nem tinha escutado este nome. A aceitação foi tão simples que logo já estávamos chamando o pequenino feto de Benzinho. Com a nossa baby, foi diferente. Estávamos comendo arroz, feijão, frango e batata frita. Entre uma garfada e outra exclamei: Rubi! É uma menina, se chamará Rubi. Barrili fez o mesmo que eu, se calou e logo nos acostumamos. Eu imagino uma bebê bem branquinha, de bochechas salientes e rosadas, cabelos loirinhos (se não for outro a puxar o papai cabeludo quando nasceu --' e depois ficou loiro), com um lacinho bem vermelho na cabeça. Resumindo, eu sempre soube que teria um filho menino, mas o marido escolheu o nome. Agora, foi o papai que cismou em ter uma menina, mas eu escolhi o nome. O bom é que concordamos na maioria das coisas.
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah ! Já ia me esquecendo. Vão querer saber como foi a reação do papai babão, não é?! Depois de clicar umas trinta vezes seguidas para atualizar a página do laboratório, finalmente vi o sinalzinho verde de disponível. Só aí eu respirei. Não sabia se abria naquele instante. Bobagem minha, apenas. Assim que abri fui correndo até a cozinha, pois o maridão lindo que só ele estava preparando o jantar. Apareci apenas com a cabeça pelo portal da cozinha, e disse-lhe "quer saber quem é que tá na minha barriguinha?". Ele já largou o talher e queimou o arroz e abriu um bocão e arregalou os olhos o máximo que conseguia. Foi quando pensei que deveria fazer algo diferente. Falei: Nós vamos ver muitas coisinhas com essa cor aaaaaaaaaa-qui! (E mostrei um frasco rosa bem pink de um desodorante que estava na mesa). Ele me pegou no colo, rodopiou, riu, chorou e foi fazer outro arroz, ha-ha. <3
Rubi Camara Barrili
O Rubi é uma valiosa pedra da felicidade e fonte da mais pura energia e, desde a antiguidade, uma das mais bonitas e raras pedras preciosas. O nome Rubi vem do Latim rubeu, o que significa “vermelho”. Os gregos a veneravam como a mãe de todas as pedras preciosas. O Rubi, pensava-se, era o sangue da terra e representava a força do amor e da vida.









